E se o cansaço, e a “névoa cerebral”, não se justificam de forma simplista com a frase “estou / estás a envelhecer”, mas são sinais de que algo está a faltar nas células?!
Com 47 anos, a S. T. tornou-se frustrada. Anteriormente corria longas distâncias, carreira profissional exigente, sente-se agora esvaziada perto das 12h00. Tem necessidade de prestar assistência aos dois filhos, tem quebras de energia todas as tardes, dores articulares e “nevoeiro mental” intenso. Tem-lhe sido dito que se trata da “fadiga da meia-idade”.
Porquê este aparecimento súbito de tal mal-estar? Esta falta de energia, de foco e de capacidade de concentração? Mais café não resolve…; precisará de otimização hormonal? E será suficiente?
A fadiga ou cansaço cada vez mais intenso, até à apatia por vezes, bem como outras manifestações, menos percebidas ou não percebidas, nos diferentes órgãos ou sistemas do organismo, resultam da falta de energia suficiente que facilite, ou permita até que as células se regenerem, restaurem, reparando o DNA; resulta de falta de energia intracelular, gerando o cansaço, o “nevoeiro mental, o desânimo, as “perdas de memória”, o desinteresse e até alguma irritabilidade.
COMO PODERIA (MOS) SUPERAR TAL FALTA DE ENERGIA?
– Bebendo e comendo bem!
– Dormindo bem e quando necessário!
– Reduzindo os fatores de stress!
– Otimizando o equilíbrio hormonal!
– Otimizando os níveis de ATP (Adenosina Tri Phosphato) nas mitocôndrias (“baterias intra-celulares”), que depois do crescimento, por volta dos 21 anos de idade, ficam com a carga reduzida a cerca de 25%, (100% quando nascemos);
– Suplementando a alimentação de forma(s) que se mostrem compatíveis consigo, também com efeito reparador objetivo e subjetivo;
– Praticando medicina preventiva e curativa (dita convencional), sempre que pareça ou seja necessário, indispensável à sobrevivência como a história bem documenta.
Quando as mulheres passam pelos 40s, podem ser atingidas duplamente, por desequilíbrios hormonais e energia celular lenta ou diminuída, fazendo-as sentir décadas mais velhas do que são na realidade, com manifestações como:
– Cansaço implacável: tornando necessárias sestas diárias e/ou cafeina suplementar, e mesmo lutando fortemente para superar as exigências da tarde.
– Nevoeiro cerebral / mental: Com dificuldade em concentrar-se / focar-se ou aquela sensação “nebulosa”, mesmo depois de uma noite bem dormida.
– Recuperação lenta: Dores musculares e/ou articulares durante dias, depois de exercício físico moderado u de um fim de semana trabalhoso.
– Alterações de peso: Aumento inesperado do peso, especialmente na meia-idade, apesar da dieta e do exercício.
– Sintomas da menopausa piorados: “Calores” mais intensos, irritabilidade e diminuição do apetite sexual / “libido”. 
– Pele mais fina, rugas que parecem chegar do nada e, atrofia vaginal acompanhada de secura vaginal, transformando o convívio sexual de fonte de bem estar e prazer, em fonte de desconforto, evoluindo para a dor e, por vezes para o pesadelo.
Das ameaças percebidas pela mulher quando encara a menopausa
Três são sintomas fisiológicos da menopausa, o 4º pode resultar de má resposta aos 3 primeiros:
Número 1: O risco de depressão
O que incomoda em 1º lugar, a mulher na menopausa, é a DEPRESSÃO, como resultado de um conjunto de causas fisiológicas e psicológicas, intimamente ligadas.
Antes da menopausa, o ciclo hormonal é exato; ovulação a meio do ciclo, seguida de uma subida hormonal intensa; por fim a menstruação no fim do ciclo. Não vos dei novidade nenhuma.
Estes fenómenos são regulados pelos ESTROGÉNEOS e pela PROGESTERONA. Na menopausa, os níveis destas hormonas deixam de variar e afundam-se, acompanhando o fim da ovulação e das menstruações.
Acontece que estas hormonas, não influenciam só o ciclo menstrual: elas têm efeitos relevantes sobre o cérebro, de tal forma importantes, que têm o nome de “Neuroesteróides”. Dito de outra forma: As hormonas sexuais são anti depressores naturais.
Portanto, na altura da menopausa, as mulheres perdem uma proteção natural contra a depressão. Isto acontece por causa fisiológica. As causas psicológicas são causadas pelo inimigo nº 2 da mulher na menopausa.
Número 2: Vida amorosa e sexual perturbada
Porque a menopausa engendra muitas transformações nos vossos corpos, algumas relacionadas com a imagem que a mulher tem de si própria, e que podem ser vivenciadas como deprimentes. Estas reviravoltas agravam o risco de depressão atrás referido. De que reviravoltas estamos a falar? Fundamentalmente de duas situações:
“Defeminização” da mulher: São os estrogénios que “desenham” as curvas sedutoras da mulher, favorecendo a distribuição da gordura à volta das ancas, das nádegas e das coxas.
Com a baixa dos estrogénios, a menopausa põe fim a esta distribuição, de forma progressiva e irreversível. A gordura começa a concentrar-se preferencialmente acima da cintura, tornando a silhueta, menos feminina.
Por estas razões, pode sentir-se menos atraente e, por efeito “ricoochete”, achar-se menos apta para o desejo sexual. É uma etapa difícil de superar tanto individualmente como ao nível do casal.
“Secura vaginal”: O declínio hormonal, pode efetivamente atenuar a lubrificação vaginal, provocando uma sensação de irritação, ou de ardor: as relações sexuais tornam-se desconfortáveis, por vezes, mesmo dolorosas. Acresce que, a lubrificação natural da vagina, desenvolve uma função na eliminação de micróbios e de células mortas: a secura vaginal, por consequência, torna-a mais vulnerável a infeções.
Número 3: Os “surtos de calor” (os “calores”)
Os “calores” afectam 7 de cada 10 mulheres na menopausa. A razão deste sintoma, que “simbolia” a menopausa, é mal conhecida.
Em média, os “calores”, prejudicam a vida da mulher na menopausa durante 2 a 3 anos.
O ritmo é muito variável, desde episódios semanais ou a intervalos de semanas em algumas mulheres, até crises permanentes, sobretudo à noite, em outras mulheres. Algumas mulheres sofrem, infelizmente, por mais de 10 anos. A consequência principal dos “surtos de calor”, para além da sensação desagradável e dos suores, é a perturbação do sono com todas as suas consequências.
Número 4: O Tratamento de Substituição Hormonal, (TSH)
Estando todos estes males, associados à queda das hormonas sexuais na menopausa, a indústria farmacêutica concebeu uma “solução de substituição”. O seu princípio é simples: dado que os estrogénios, a progesterona e a testosterona estão em “queda livre” na mulher durante a menopausa, vamos fornecê-las de forma artificial. É o Tratamento Hormonal de Substituição”(THS).
E funciona. As mulheres que optem pelo TSH=THS, constatam:
– Diminuição ou desaparecimento dos “surtos de calor” e dos suores
– Melhoria do sono e do humor
– Melhoria da secura vaginal
– Melhoria do apetite, desempenho e satisfação sexual
Tudo estaria no melhor dos mundos, se não tivessem surgido efeitos secundários prejudiciais, nomeadamente o aumento de risco de:
– desenvolver cancro da mama
– sofrer de trombose venosa
– sofrer acidente cárdio vascular
Em seguida, os laboratórios farmacêuticos reviram as fórmulas, para reduzir os riscos. As autoridades sanitárias (de saúde), apelaram ao respeito por certas precauções no caso da prescrição de THS: DEVE SER UTILIZADA A DOSE MÍNIMA EFICAZ, quer dizer, deve utilizar-se a dose mais baixa possível para obter o efeito pretendido e, durante o período de tempo mais curto possível.
Não se pode atribuir segurança absoluta a nenhum THS. Um tratamento por via cutânea – creme – é por seu lado, mais seguro do que um tratamento por via oral. Estas frustrações, não “estão só na sua cabeça”, são reais, são sinais físicos de que O PODER celular está a perder-se.
Desde o aumento da disponibilidade para a atividade física e intelectual, o desaparecimento da “névoa cerebral/mental”, o desaparecimento da sensação de cansaço, o restabelecimento e até a otimização da capacidade e velocidade de recuperação, o controlo de peso e volume de forma mais previsível e diminuição ou desaparecimento dos sintomas de menopausa, são objetivos alcançáveis num período de tempo relativamente curto (meses) e variável.
Cabe a cada uma e cada um, decidir se a/o própria/o MERECE O ESFORÇO de promover a/o sua própria SAÚDE, QUALIDADE DE VIDA E BEM-ESTAR que lhe devolvem o uso e fruição do PODER DA SAÚDE em qualquer idade.
USE-O ou PERCA-O!
Dr. José Pereira da Silva
Médico e diretor clínico da
Clínica do PODER.
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