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Uretrite

  • A importância da laserterapia em conjugação com a terapia bacteriana no tratamento da uretrite

    A uretrite é uma infecção da uretra, o canal que leva a urina desde a bexiga ao exterior do corpo. Corresponde a inflamação da mucosa interna da uretra. É uma doença normalmente de origem infecciosa, provocada por microorganismos, cujo contágio costuma ocorrer por via sexual.

    A uretrite pode ser de natureza infecciosa ou traumática, a última associada a procedimentos como a cateterização, manipulação ou introdução de um corpo estranho. As uretrites mais comuns são as de origem infecciosa sexualmente transmitida.

    O aumento da incidência das doenças sexualmente transmissíveis obriga a buscar novas soluções para o problema. A literatura especializada afirma que estas patologias se devem principalmente a clamidioses, micoplasmoses, ureaplasmas e gardnerelose. Por exemplo, mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo são portadoras de clamidiose urogenital, sendo que a taxa de incidência da doença é de 2 a 5 vezes superior à da gonorreia.

    As elevadas taxas de infecção da população traduzem-se na necessidade de elaboração de novos métodos, mais eficazes no diagnóstico e no tratamento desta patologia, mas também na reabilitação dos pacientes. A parcela de incidência das uretrites e das cervicites situa-se entre os 60% e os 70 %.

    Frequentemente, a clamidiose combina-se com a ureamicoplasmose. No entanto, manifesta-se subtilmente, o que dificulta um diagnóstico e tratamento atempados. A infecção com flora urogenital mista resulta na evolução de doenças crónicas, muitas vezes conducentes à infertilidade.

    Actualmente, o tratamento de uretrites infecciosas crónicas afigura-se um problema de relevo. A literatura refere diversos métodos terapêuticos, mas a maior taxa de eficácia foi demonstrada pelo método integral proposto por S.N. Djumaliev e colaboradores (2000), segundo o qual os pacientes com infecção clamidial e micoplásmica foram submetidos a uma terapia antibacteriana específica que levou em conta a sensibilidade aos antibióticos (ciprofloxacina, azitromicina, espiramicina), juntamente com laserterapia  (protocolo misto).

    Após a 5.ª ou 6.ª sessões registaram-se melhorias significativas no estado geral dos pacientes, diminuição das dores e redução das infiltrações inflamatórias na sequência do aumento da irrigação local e da normalização da temperatura corporal.

    Após o tratamento, aumentou a actividade do córtex da glândula supra-renal. O teor de 17-oxicetosteróides subiu numa percentagem situada entre os 7% e os 9 %, resultante da considerável activação do sistema hormonal. A presença da hormona foliculoestimulante aumentou entre 2% a 5 %, a hormona luteinizante subiu entre 3% a 6 % e prolactina cresceu entre 5% a 7%. Esta realidade terá certamente contribuído para a recuperação da função reprodutora dos testículos.
    Também os espermogramas demonstraram melhorias importantes: 17 doentes recuperaram o pH do esperma, o número de espermatozóides activos aumentou, reduziu-se a aglutinação do esperma e baixou o número de espermatozóides com patologia.