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Orquiepidemite Aguda

  • Um quarto dos homens até à meia-idade sofre desta patologia

    A orquiepididimite é a inflamação do epidídimo (epididimite aguda) e do testículo (orquiepididimite aguda). Pode ser uma complicação de uma infecção da bexiga, de uma uretrite inespecífica, da gonorreia, da cirurgia da próstata ou de um método como a cateterização da bexiga urinária. O testículo aumenta de volume, dói e pode também estar quente ao tacto. Em geral, há líquido no saco do escroto. O indivíduo também pode ter febre. Em certos casos, forma-se um abcesso (acumulação de pus) que, ao tacto, é como um volume mole no escroto. O abcesso tem tendência a drenar por si só, mas em determinados casos é necessário fazer uma drenagem cirúrgica.

    A orquiepididimite aguda é uma das doenças urológicas mais frequentes. Mais de 25% dos homens jovens e de meia-idade sofrem desta doença.

    Vários estudos dão conta de numerosas vias através das quais a infecção penetra no epidídimo. A maioria dos investigadores aponta para três vias de infecção: hematogénica, linfogénica e intracalicular. A.L. Shabad (1990) atribui o papel preponderante à via intracalicular (mecanismo reflexo-adesivo). Até 18 % dos casos de orquiepididimite aguda resultam de complicações pós-operatórias. Podem ocorrer complicações graves e mesmo letais de epididimite aguda e orquiepididimite aguda, entre as quais o choque bacteriológico e a urossépsis.

    As consequências da evolução de orquiepididimite aguda para a forma crónica podem afigurar-se pacticularmente graves: a obstrução do epidídimo e o desenvolvimento de processos escleróticos e distróficos no testículo causam disfunção reprodutiva e infertilidade.

    Na medicina actual, o tratamento de patologias várias com laser de baixa intensidade  tem adquirido grande importância, já que a laserterapia produz efeitos anti-inflamatório e analgésico, aumenta a imunidade geral e local. Além disso, melhora a microcirculação no foco de inflamação ao produzir o seu efeito sobre a permeabilidade da parede vascular. O efeito de fotoactivação de processos biológicos e fisiológicos no organismo após um tratamento local é uma das características fundamentais da laserterapia.

    A definição correcta da forma de doença revela-se essencial para um tratamento diferenciado.
    Em conformidade com as alterações clínicas/laboratoriais/ecográficas no epidídimo e nos testículos dos pacientes com epididimite aguda e orquiepididimite aguda, M.L. Mufaged (1995) elaborou a classificação que inclui 4 estágios:

    • Seroso
    • Purulento/infiltrativo
    • Purulento/destrutivo microfocal
    • Purulento/destrutivo macrofocal (abscesso)

    Definiu-se que o estágio de epididimite aguda e orquiepididimite aguda tem correspondência com a duração da doença caso o paciente não receba tratamento adequado. No caso de duração da doença até 3 dias, normalmente desenvolve-se apenas o 1.º estágio de epididimite aguda, mas se a patologia se manifestar até 5 dias desenvolve-se o 2.º estágio. No entanto, caso a doença seja superior a 5 dias desenvolve-se o 3.º estágio, e, sendo superior a 7 dias, desenvolve-se o 4.º estágio. O tratamento de epididimite aguda depende também do tipo e da virulência do agente causador da doença, bem como do estado imunitário geral do paciente.

    Os métodos de diagnóstico de epididimite aguda e orquiepididimite aguda, assim como do controlo da eficácia de magnetolaserterapia, dividem-se em três grandes grupos: métodos clínicos, métodos laboratoriais e métodos ultrassónicos.

    A monitorização por ultra-som permite corrigir e optimizar as doses e os parâmetros de magnetolaserterapia durante a sua realização [M.L. Mufaged, 1995].

    O controlo da eficácia da terapia em curso deverá efectuar-se mediante a monitorização por ultra-som de três em três dias a partir do início da terapia.

    Manifestando-se a epididimite aguda em um quarto dos homens até à meia-idade (e muitas vezes em associação com a orquiepididimite aguda), urge tomar medidas eficazes de tratamento. Nestes casos, a terapia laser de baixa intensidade é a resposta certa.