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Tratamentos da disfunção eréctil

  • As múltiplas formas de tratar esta patologia, segundo as causas diagnosticadas

    Sendo diversas as causas da disfunção eréctil, as formas de tratamento são igualmente variadas. Neste texto iremos abordá-las de forma exaustiva mas sucinta.

    A Terapia Laser

    A Terapia Laser é o instrumento mais eficaz, consistente e inócuo disponível no mercado para tratar o deficiente funcionamento eréctil. Pode assumir diferentes formas, nomeadamente:

    • Terapia Magneto-Laser
    • Reflexoterapia
    • Laser e Pressão Negativa. Estes tratamentos poderão, conforme os casos, ser associados a outras formas de intervenção, nomeadamente farmacológica.

    A actual capacidade de intervenção terapêutica, cujo elemento central são as Terapias com Radiação Laser de Baixa Intensidade, confirmou a obsolescência das formas terapêuticas abaixo identificadas com um “H” (de “histórico” – ver glossário). Essas formas reduziram a utilização das demais (não assinaladas com “H”).

    Medicação

    Se existirem deficiências hormonais, o médico pode prescrever uma terapia de substituição hormonal, consoante os casos.

    O médico pode ainda suprimir, substituir ou alterar a dosagem de qualquer medicamento que o doente esteja a tomar e que possa contribuir para a disfunção eréctil.

    Em alguns casos, a combinação de sessões de psicoterapia com medicação produz melhores resultados.
    Os medicamentos que induzem e/ou melhoram a erecção, de aplicação tópica, injectável ou por administração oral, devem ser tomados por prescrição médica e após a correcta avaliação do paciente.
    No entanto, existem novas perspectivas no tratamento da perturbação eréctil através da administração da Hormona do Crescimento.

    Em 1999 iniciámos a optimização do ambiente hormonal relacionado com as concentrações de Testosterona e Estradiol. Verificámos que esta terapia apresenta resultados muito positivos em um vasto número de pacientes, por vezes em associação com outros fármacos.

    Os resultados são particularmente favoráveis na Doença de Peyronie e em todas as situações que implicam atrofia e/ou fibrose dos corpos cavernosos e/ou túnica albugínea.

    Autoinjecção peniana

    Com a acelerada evolução terapêutica verificada após 1999, as próteses penianas, bem como outras soluções apresentadas nesta página, passaram a ser alvo de indicação muito menos frequente.
    Assinalámos com "H" maiúsculo as terapias que consideramos caberem nesta classificação histórica, frisando que, em situações específicas, algumas continuam a ter indicação.

    Tratam-se de soluções injectáveis, que se administram através de uma pequena agulha directamente no pénis, dilatando as artérias e os corpos cavernosos. É o próprio doente que aplica a maioria destes tratamentos, de preferência antes do acto sexual.

    Neste género de tratamento, a componente relacional exerce um papel decisivo. Portanto, é desejável que se verifique a existência prévia de um bom nível de diálogo e proximidade entre os elementos do casal.

    Dispositivos de erecção por vácuo ou próteses externas de vácuo

    Estes dispositivos são aparelhos manuais ou eléctricos com sistema de vácuo, que ajudam a “aspirar” o sangue para o pénis, permitindo a erecção. Constituem um auxílio útil mas temporário. São um recurso a considerar na fase terapêutica da impotência (por vezes, utilizam-se no tratamento da Doença de Peyronie, em associação à terapia Magnetolaser), se qualquer opção mais "natural" e confortável for contra-indicada.

    Implantes de próteses

    Os implantes são dispositivos colocados no interior do pénis através de cirurgia. Este processo apresenta múltiplas escolhas para casos distintos. É relativamente seguro e apresenta poucas complicações físicas. A taxa de sucesso ronda os 86%.

    Actualmente, os implantes têm sido uma das soluções recomendadas, como última hipótese, aos doentes afectados pela Doença de Peyronie. Constituem uma opção de tratamento nos quadros de lesões contraídas na sequência de crises de Priapismo.

    Cirurgias

    Recorre-se à cirurgia vascular de bypass arterial quando o paciente apresenta problemas nas artérias do pénis, que impedem a erecção. Este processo depende de um aumento do fluxo sanguíneo arterial.
    Uma cirurgia correctiva vascular recorrendo a um bypass arterial pode ajudar a resolver o problema. Quando identificadas veias anormais, com deficiente drenagem do sangue, a fuga venosa trava-se por via de cirurgia vascular.

    Este género de patologia tem sido detectado em muitos jovens, que após obterem uma boa erecção rapidamente a perderam, antes de terminar a relação sexual.

    Causas mistas

    A disfunção eréctil pode manifestar-se de várias formas. Alguns pacientes têm dificuldade em obter uma erecção, outros em mantê-la. Em determinados casos os pacientes apresentam problemas psicológicos e orgânicos, pelo que, uma vez realizado o diagnóstico - e quando necessário - os resultados do tratamento são potenciados num quadro de parceria entre o Andrologista e o Psicólogo.

    Tratamento para causas mistas

    Os tratamentos físicos não devem estar dissociados da componente emocional, psicológica e relacional do paciente.

    O tratamento que envolve o casal demonstra sempre melhores resultados. A ajuda do psicólogo ou especialista em sexualidade permite que o doente e o outro membro do casal ultrapassem determinadas barreiras, reconquiste a autoconfiança e entendam melhor a origem dos seus problemas, bem como as soluções que se lhe apresentam.

    Causas psicológicas da disfunção eréctil

    Neste campo, esta patologia pode ter origem na depressão, no stress ou na ansiedade, factores que influenciam as relações laborais, familiares, sociais e sentimentais.

    Na base da disfunção eréctil poderá estar, no entanto, um desequilíbrio e / ou insuficiência hormonal, passível de corrigir através de terapêutica de compensação hormonal ou de modulação hormonal.
    A perturbação eréctil pode gerar um ciclo vicioso: a incapacidade de obter uma erecção aumenta proporcionalmente o nível de stress. Por consequência, o receio do fracasso provoca ansiedade, que por sua vez interfere na erecção. A crença de que a impotência resulta inevitavelmente do processo de envelhecimento pode agravar ainda mais a situação, gerando um sentimento de finitude e incapacidade.

    No entanto, a impotência não é uma patologia exclusiva dos mais velhos, ainda que com a idade abrandem certas reacções sexuais.

    Tratamento das causas psicológicas

    Para fazer um diagnóstico, o médico terá de reunir toda a história clínica do paciente. Após a avaliação clínica, e face às conclusões, o recurso a psicoterapia pode constituir um instrumento relevante.
    Sendo a disfunção eréctil uma patologia que diz respeito ao casal (quando este existe), é importante a existência de uma comunicação o mais aberta possível entre ambos, o que por vezes só se torna possível com a ajuda de um Psicólogo Clínico.

    É importante averiguar de que forma este problema afecta a relação do casal e o diálogo entre ambos os elementos para seleccionar o método de tratamento. O homem não deve sentir-se de modo algum responsável pela situação, nem culpar terceiros.

    Afinal, este é um problema que afecta milhões de homens no mundo inteiro. Já não existem motivos objectivos para que se feche na sua “concha”, dado o vasto leque de tratamentos disponíveis.

    Tratamentos da disfunção eréctil

    Uma vez determinada a causa da disfunção, é chegado o momento de prescrever o tratamento.
    Os melhores resultados são por vezes atingidos quando o Andrologista e o Psicólogo trabalham em conjunto na procura da solução mais eficaz.


    Glossário

    Histórico – neste texto, o termo “histórico” refere-se a tratamentos médicos de superior importância em décadas passadas e que, nas respectivas épocas, constituíram as melhores soluções possíveis. A aplicação desses tratamentos facilitou não só a vida dos pacientes como o processo de investigação e o desenvolvimento de novas soluções.

    A disfunção eréctil afecta homens de qualquer idade. Tem causas orgânicas, psicológicas ou ambas, mas a oferta de tratamentos é ampla e eficaz. Conheça os principais.