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Os seios

  • Conhecer para prevenir – a mama na saúde feminina

    As mamas requerem uma atenção sistemática, a começar na própria mulher

    O processo de envelhecimento da mama é notório ao longo da vida, bem como as alterações exteriores que se verificam nesse órgão glandular. Por isso, é fundamental que a mulher possua um conhecimento aprofundado do seu corpo. Esse domínio sobre a própria fisionomia constata-se de várias formas e nos mais diversos contextos. Mais importante ainda, pode salvar vidas!

    A importância da palpação mamária

    Neste contexto, o auto-exame da mama, ou apalpação mamária, deve efectuar-se ao longo de toda a vida adulta. É uma técnica que permite detectar alterações anormais na fisionomia da mama – como caroços ou inchaços -, que devem ser analisadas por um especialista.

    Contudo, nas fases de pré-menopausa e menopausa a palpação mamária afigura-se ainda mais importante, dado o processo de alteração hormonal verificado nessa fase da vida.

    Esta é uma das razões fundamentais por que as mulheres devem conhecer bem o seu corpo. A detecção precoce de eventuais alterações na morfologia mamária significa que, a ser diagnosticado cancro, qualquer terapêutica apresenta praticamente todas as hipóteses de ser bem-sucedido, caso estejam reunidas as condições adequadas de avaliação e tratamento.

    Cancro da mama

    As mamas são constituídas por 2 glândulas mamárias que produzem leite durante as alterações hormonais verificadas na gravidez. São igualmente formadas por tecido adiposo e suportadas por ligamentos e músculos largos e resistentes.

    Cada mama é formada por 15 a 20 partes, designadas lobos. Estes, por seu turno, organizam-se em secções mais pequenas: os lóbulos. Entre os lobos e os lóbulos existem micro-ligações (ductos), pequenos canais por onde circulam as secreções glandulares.

    É nas células dos ductos que mais tumores têm origem, pelo que se designam cancros ductais. Seguindo a mesma lógica, ao cancro que inicialmente surge nos lobos ou lóbulos atribui-se o nome de cancro lobular.
    Existe ainda uma variante rara da doença – o cancro da mama inflamatório. A sensação de calor nos seios, acompanhada de vermelhidão e inchaço, constitui o principal sintoma desta patologia.

    Caso o tumor não se dissemine a outros pontos do organismo atribui-se-lhe a designação de não-invasivo. É invasivo quando as células neoplásicas já invadiram os tecidos envolventes (um sintoma de invasão é a retracção do mamilo. Cada lóbulo tem cerca 30 ligações que conduzem ao mamilo).
    À zona de pele mais escura em volta do mamilo chama-se auréola. Nela existem glândulas encarregues de produzir linfa, fluido que lubrifica o mamilo.

    Este processo é parte integrante do sistema linfático, que auxilia o organismo a combater infecções.

    Características das mamas

    É normal uma das mamas ser maior do que a outra. Da mesma forma, os mamilos estão, em geral, mais direccionados para a frente. No entanto, podem localizar-se de forma distinta em cada peito.
    Ao contrário do que possamos julgar, não é estranho que um dos mamilos se encontre voltado para dentro ou para outra direcção. No entanto, uma inversão muito protuberante constitui sinal de alarme, tornando obrigatória a visita urgente ao médico.

    Geralmente, esta situação ocorre devido a questões genéticas, de nascimento, má postura ou de aleitamento, que se traduzem numa maior flacidez do peito.
    Na maioria dos casos, os mamilos apresentam-se lisos e sem pêlos, embora algumas mulheres os tenham em torno da auréola.

    Há ainda casos, raros, de mulheres com um terceiro e até mesmo um quarto mamilo. Mais raro ainda são as mulheres que apresentam mais de duas mamas. Estas situações são meros acidentes da natureza, nem sempre encarados como problemas.

    Estes mamilos ou seios extra poderão ser removidos, desde que daí não decorram eventuais problemas de saúde para a mulher. Em muitos casos, pode meramente traduzir-se num incómodo estético e físico.

    O crescimento da mama

    Os seios encontram-se em permanente mudança, desde o início da puberdade até à menopausa, passando pela adolescência e pela maternidade. São afectados devido às alterações dos níveis de estrogénio na mulher.

    Na maioria das raparigas, as mamas começam a desenvolver-se cerca dos 11 anos. Antes do período menstrual, os seios podem tornar-se maiores, mais rijos e até dolorosos.
    Com o desenvolvimento da mama, a mulher sentirá outras mudanças antes de cada ciclo menstrual. Durante esta fase, a região mamária feminina torna-se mais sensível, inchada e rija. Estes sintomas desaparecem um dia antes ou no próprio dia em que menstrua.

    Também durante a gravidez os seios aumentam de volume. Este fenómeno deve-se ao facto de, nesse período, crescerem células produtoras de leite para o bebé. Então, os mamilos escurecem, podendo assim se manter mesmo após o parto.

    Também os tecidos mamários se alteram com a idade. Começam por perder firmeza. Os tecidos das células capazes de produzir leite são então substituídos por gordura.
    Esta situação é mais frequente após a menopausa, quando se dá uma quebra nos níveis de estrogénios. Aliás, à medida que a mulher envelhece a mama também altera a respectiva dimensão. Caso a mulher siga uma terapia de substituição hormonal poderá sentir que os seios cresceram e se tornaram mais firmes, embora também possa ocorrer o contrário.

    As mamas sofrem inúmeras alterações no ciclo de vida feminino, pelo que o auto-exame da mama assume enorme importância na prevenção do cancro, em especial na pré-menopausa e na menopausa.