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Importância da contracepção

  • A importância da contracepção

    Todos os métodos contraceptivos visam impedir gravidezes indesejadas, mas só alguns protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis

    A contracepção traduz-se na aplicação de um ou mais métodos que visam não só reduzir a probabilidade de uma mulher engravidar, mas também evitar o contágio de doenças sexualmente transmissíveis (DST).

    Pode envolver diversas acções, dispositivos ou fármacos em simultâneo. Estes métodos, designados anti ou contraceptivos, constituem hoje a base do planeamento familiar e da protecção contra as DST.

    Métodos contraceptivos

    As alternativas são hoje disponíveis no mercado diversas. Cada pessoa pela(s) que melhor se lhe adequa(m) ou pela(s) que o médico assistente aconselhar. Os métodos deverão ser seguros, eficazes e adaptados à idade fértil da mulher.

    Adesivo permanente libertador de hormonas – método contraceptivo constituído por 3 adesivos aplicados na pele ao longo de três semanas consecutivas (um em cada semana). Uma vez aplicados, os adesivos transferem para a corrente sanguínea as hormonas de que estão impregnados. As hormonas libertadas impedem que a ovulação ocorra. Simultaneamente, tornam mais rígidas as secreções do muco do cérvix, dificultando a entrada do esperma no útero.


    Coito interrompido – retirada do pénis da vagina momentos antes da ejaculação. É altamente falível enquanto método contraceptivo e não protege das DST.

    Diafragma – manga de silicone (ou latex) com anéis flexíveis. Cria uma barreira que impede os espermatozóides de alcançar o útero, inviabilizando a fecundação. Os inconvenientes da sua utilização são vários - não apresenta 100% de eficácia, pode causar feridas vaginais e, como medida de protecção contra as DST, requer uma previsão do momento em que a relação sexual irá ocorrer, na medida em que o diafragma deve ser colocado antes da relação.

    Dispositivo intra-uterino (DIU) – pequena haste de polietileno revestida por um produto hormonal que impede o esperma de fecundar o óvulo. Deve ser aplicado pelo ginecologista e não protege contra as DST

    Espermicida – substância activa sob a forma de creme, espuma, gel ou comprimido. Uma vez inserido na vagina, no preservativo ou mesmo no diafragma, o espermicida imobiliza e/ou mata os espermatozóides, evitando a fecundação. Não protege contra as DST.

    Injecção hormonal – injecção intramuscular administrada na nádega. Tem uma eficácia de 3 meses, ao fim dos quais deverá ser repetida para manter o efeito anticoncepcional. Em geral, aplica-se nas mulheres que não podem tomar a pílula. Possui uma eficácia de cerca de 99% mas não protege contra as doenças sexualmente transmissíveis.

    Implante subcutâneo - método contraceptivo hormonal. Consiste numa haste aplicada, por um profissional de saúde, sob a pele do braço da mulher. Este dispositivo inclui hormonas (na maior parte dos casos progesterona), que se libertam no organismo ao longo do tempo. Com uma durabilidade situada entre os 3 e os 5 anos, actua rapidamente (24 horas após a aplicação). Os implantes subcutâneos não protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis.

    Laqueação de trompas - método de contracepção cirúrgico. Consistindo no corte ou bloqueio das trompas de Falópio, visa impedir a fecundação do óvulo. Pode efectuar-se por via abdominal ou laparoscópica. O processo é irreversível, mas a menstruação mantém-se, não se registando alterações no ciclo menstrual ou nas flutuações hormonais da mulher. A laqueação de trompas não protege das DST, pelo que se aconselha o recurso ao preservativo.

    Método do ritmo (ou ogino) – consiste em ter relações sexuais apenas fora dos dias férteis. Em geral, a ovulação dá-se entre o 10º e o 16º dias do ciclo menstrual (ou seja, cerca de metade do ciclo), o que simplifica a elaboração de cálculos quanto aos dias férteis e inférteis. Este método não é 100% seguro e não protege das DST.

    Pílula – fármaco que actua sobre as hormonas, inibindo a ovulação e prevenindo a gravidez. Oferece uma protecção de cerca de 99%. Deve ser usada por indicação médica, com o necessário acompanhamento médico periódico. Não protege contra as DST.

    Pílula do dia seguinte - método anticoncepcional de emergência baseado em compostos hormonais concentrados para prevenir a gestação. Deve ser administrada, de preferência em dose única, nos cinco dias subsequentes à relação sexual desprotegida (idealmente, nas primeiras 72 horas, período dentro do qual apresenta maior probabilidade de eficácia). O recurso a este método deve ser excepcional (além de a probabilidade de falha aumentar proporcionalmente à frequência do seu uso, colocam-se também questões éticas). A ter em conta ainda que, em caso de gravidez já consumada, a sua toma pode gerar anomalias no feto. Este método não protege contra as DST.

    Preservativo feminino - pode ser colocado na vagina algumas horas antes da relação sexual.

    Preservativo masculino - protege o homem e a mulher mas obriga a uma interrupção do acto, devido à pausa necessária para aplicação do preservativo no pénis.

    Vasectomia – consiste na laqueação dos canais deferentes no homem. A vasectomia é uma pequena cirurgia efectuada com anestesia local por cima escroto. Aí, é cortado o canal que conduz os espermatozóides desde o testículo até as outras glândulas produtoras de esperma. Ao contrário do que se julga, a vasectomia não envolve qualquer risco de impotência. Da mesma forma, o processo ejaculatório mantém-se inalterado, mas isento de espermatozóides. Não protege contra as DST.