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Da Puberdade à Menopausa

  • Compreenda as alterações do seu corpo e viva harmoniosamente

    Respeitando o ciclo da natureza, e tal como acontece com os restantes seres vivos, o corpo humano atravessa várias fases desde a nascença. Atinge a maturidade, reproduz-se, envelhece e morre.

    Acredita-se que as raparigas nascem com os óvulos definitivos, embora estes se encontrem em queda permanente, tanto a nível qualitativo como quantitativo, na medida em que alguns dos óvulos definitivos acabam por se perder. No entanto, são necessários 12 anos para as fêmeas humanas chegarem à puberdade e se tornarem férteis.

    Desconhecem-se as razões por que tal acontece, mas entre as hipóteses mais viáveis encontra-se o factor peso. Sendo um aspecto importante, não é, contudo, o único. De facto, para ter lugar, o período menstrual depende do bom funcionamento de outras hormonas, incluindo a hormona de crescimento.

    A mudança que a nova fase provoca nas raparigas é vasta e acompanhada de um rápido aumento dos níveis de diferentes hormonas, incluindo os estrogénios, a progesterona e o androgénio.

    • Na puberdade as raparigas experimentam diversas mudanças externas:
    • Desenvolvimento das mamas
    • Alterações na estrutura óssea e na fisionomia
    • Crescimento de pelos na região púbica
    • Diferente textura, forma e cor do cabelo
    • Entre outras.

    Inicia-se então o complexo ritmo de alterações do sistema hormonal causado pelo ciclo menstrual, envolvendo o cérebro, as glândulas, os ovários e outros órgãos.

    Todos os meses as hormonas do corpo feminino coordenam a produção de um óvulo que, auxiliado pela musculatura, é transportado desde os ovários até à região uterina. Se este óvulo for fertilizado ocorrerão diversas mudanças hormonais facilitadoras da gravidez, sendo o processo de ovulação interrompido nos meses seguintes.
     

    Órgãos génito-urinários femininos

    1. Útero 2. Vagina 3. Bexiga 4. Uretra 5. Recto


    Durante a gravidez, uma das inúmeras alterações verificadas é ao nível dos estrogénios – a produção de Estriol ocupa o lugar da produção de Estradiol (um estrogénio). Após o nascimento da criança, os níveis hormonais da mãe são baixos. Os órgãos aguardam pelo sinal do cérebro para reiniciar o ciclo ovulatório.

    Em caso de amamentação, estes períodos podem ficar ausentes durante vários meses.
    Com o passar dos anos os ovários deixam de produzir estrogénios, pelo que, na menopausa, a produção de Estradiol é substituída pela de Estrona.

    Características da menopausa

    A menopausa é o período fisiológico que assinala o fim dos ciclos menstruais e ovulatórios. Em geral, inicia-se entre os 45 e 55 anos. Pode dizer-se com segurança que uma mulher atingiu a menopausa quando a ausência do ciclo menstrual se faz sentir por mais de 12 meses.

    A menopausa traz consigo uma quebra na produção de estrogénios pelos ovários. Este processo força o cérebro a libertar as hormonas LH e FSH, obrigando os ovários a trabalhar mais. Consequente, o número e a qualidade de óvulos libertados diminui. A redução dos níveis de estrogénio torna a vagina mais seca e fina, reduzindo a fertilidade.

    Sintomas como dores musculares e ósseas, rubores, calores, irritabilidade e falta de concentração estão associados a esta fase de declínio hormonal.

    Embora varie, a extensão e a intensidade dos sintomas são comuns a todas as mulheres. Os órgãos reprodutivos falham, podendo surgir diversos quadros clínicos:

    • Osteoporose/Osteopenia
    • Diminuição da líbido e do prazer em geral
    • Diminuição do prazer em viver
    • Dificuldades de memória
    • Menor capacidade de concentração
    • Dificuldades ao nível de coordenação intelectual e motora

    O processo de envelhecimento
    O envelhecimento é significativamente regulado pela diminuição Hormona de Crescimento (mas não só).

    A ciência demonstra que, com a idade, os níveis desta hormona decrescem em todas as espécies até hoje estudadas. Em cada década, esses níveis caem 14% nos indivíduos entre os 21 e os 31 anos, de tal forma que, em condições normais de envelhecimento, ao atingirmos os 60 anos, a produção diária da hormona de crescimento cai para metade.

    Em média, cada indivíduo produz diariamente 500 microgramas aos 20 anos, 200 aos 40 e 25 microgramas aos 80 anos. De facto, o avançar da idade resulta numa concentração sanguínea decrescente que limita várias funções orgânicas.

    Efeitos da diminuição da Hormona de Crescimento no organismo humano
    Afinal, que efeitos apresenta no organismo humano a diminuição da Hormona de Crescimento? Diversos, como podemos verificar:

    • Diminuição da massa muscular
    • Aumento da gordura corporal, mesmo sem alteração dos hábitos alimentares
    • Redução da capacidade sexual
    • Diminuição do rendimento cardíaco
    • Diminuição da função renal
    • Aumento do colesterol LDL (ou colesterol mau) e diminuição do HDL (ou colesterol bom)
    • Diminuição da capacidade de cicatrização
    • Perda e branqueamento de cabelo
    • Diminuição do “ bom humor”
    • Degradação da qualidade do sono
    • Formação de rugas
    • Diminuição da força e resistência físicas
    • Maior susceptibilidade ao desenvolvimento de osteoporose, mais frequente no género feminino, mas igualmente importante no masculino
    • Recrudescimento da actividade hormonal
    • Diminuição da capacidade de memória para acontecimentos recentes
    • Diminuição da espessura e firmeza da pele
    • Emergência de afrontamentos (nas mulheres)

    Cada fase da vida é marcada por alterações fisiológicas, psíquicas e físicas significativas. As mudanças hormonais destacam-se. Da puberdade à menopausa, todas as mulheres devem compreender o ciclo de vida feminino.

    Referências bibliográficas:

    Hartman, M.L., Kanaley, J.A., Weltman, A. (1995) Growth hormone economy in menopausal women: effects of age. In: Adaslii EY, Thorner MO, eds. The somatotrophic Axis and the Reproductive Process in Health and Desease. N.Y.: Springer-Verlag. P. 142-159

    Sturde, D.W. (2004). The facts of gormone therapy for menopausal women. London. N.Y. Washington. P. 102

    Sears, B. (2005) The anti-inflammation zone: reversing the silent epidemic that's destroying our health (The Zone). Regan Books. USA