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Mecanismos do Efeito Terapêutico

  • Mecanismos do efeito terapêutico da radiação laser de baixa intensidade

    Os benefícios dos tratamentos de radiação laser de baixa intensidade manifestam-se em todas as áreas da Medicina

    Hoje, é do conhecimento geral que os tratamentos laser de baixa intensidade apresentam benefícios biológicos de caráter anti-inflamatório, analgésico e cicatrizante, através do fenómeno da bioestimulação. Na verdade, este processo revela-se bastante simples: a radiação emitida pelo laser terapêutico intervém no metabolismo das células-alvo, produzindo efeitos bioestimulantes que se manifestam em processos celulares e vasculares que, aparentemente, interferem de forma directa no processo de regeneração das células.

    O mecanismo desencadeador das reacções biológicas induzidas pela radiação laser de baixa intensidade (Low level laser therapy - LLLT) é único (não específico de uma dada célula, tecido ou órgão, na medida em que influencia todos) e, provavelmente, condicionado pela própria universalidade dos mecanismos de manutenção e regulação da homeostase. Por outras palavras, as relações descobertas não são directas, mas sim dependentes da activação dos centros energéticos da célula viva.

    Graças ao desenvolvimento da laserterapia a radiação laser de baixa potência é hoje observada como um factor externo responsável apenas pelo desencadeamento de reacções fisiológicas, ou seja, a acção biológica deve ser encarada sob o prisma da interacção dinâmica entre a radiação laser de baixa intensidade e o objecto biológico.

    Ao encararmos este fenómeno como uma interacção termodinâmica entre a radiação laser de baixa potência e a estrutura biológica consegue-se, com surpreendente facilidade, não só explicar os efeitos já conhecidos, mas também prever o resultado do tratamento.

    Assim, para elaborar o presente texto analisámos bibliografia referente quer aos mecanismos da acção biológica da radiação laser de baixa intensidade, quer à utilização clínica do laser de baixa intensidade.
    Recorremos ainda a estudos contemporâneos nas áreas da bioquímica e da fisiologia, tanto ao nível da célula viva, como ao nível da organização da regulação homeostática do homem em geral. Os dados obtidos permitiram-nos tirar conclusões e fazer suposições, que viriam a comprovar-se em numerosas experiências e estudos clínicos.

    Sabe-se que as forças electromagnéticas exercem um papel fundamental na organização da natureza viva: todos os processos decorrentes da célula viva, a saber, as reacções químicas, as trocas de iões, as transferências protónicas nas mitocôndrias, etc., são, no fundo, manifestações das forças electromagnéticas.

    A fisiologia ao nível do organismo não é excepção: a contracção do músculo cardíaco, o fluxo sanguíneo, a digestão ou a transmissão de impulsos nervosos são manifestações do electromagnetismo.

    Também os processos que se desenvolvem durante a absorção da energia da radiação laser de baixa intensidade têm natureza electromagnética: a transformação da energia do campo electromagnético ocorre em reacções biológicas em todos os níveis de organização do organismo vivo. Por seu lado, a regulação das citadas reacções biológicas efectua-se através dos meios mais diversos. Aliás, esta é a razão pela qual os efeitos induzidos pelo laser de baixa intensidade se apresentam tão multifacetados.

    Neste caso, trata-se apenas do desencadeamento dos processos de auto-regulação, ou seja, auto-recuperação da homeostase desequilibrada. Portanto, nada há de surpreendente na universalidade do efeito terapêutico da radiação laser de baixa intensidade, que nada mais é do que o resultado da correcção da condição patológica do organismo, que se manifesta na manutenção da regulação fisiológica fora dos limites normais.

    Os lasers de baixa potência possuem efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e cicatrizantes, manifestados por via da bioestimulação das células-alvo, cujos processos metabólicos são afectados pelo laser terapêutico.

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