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Considerações sobre Opiáceos/Opióides

  • Os analgésicos opióides ou opiáceos são substâncias naturais ou sintéticas que produzem efeitos semelhantes à morfina. Quando associados aos recetores opioides produzem os mesmos efeitos que os opioides endógenos (neurotransmissores), ou seja, a endorfina e a encefalina.

    A principal indicação terapêutica aplica-se ao alívio da dor intensa e da ansiedade que a acompanha.
    Todas as drogas do tipo opiáceo ou opioide apresentam basicamente os mesmos efeitos no Sistema Nervoso Central (SNC), na medida em que diminuem a sua atividade.

    No entanto, estas drogas têm associados efeitos perniciosos:

    • Produzem analgesia e hipnose (caso dos narcóticos);
    • Deprimem os centros da tosse;
    • Deprimem os centros respiratórios;
    • Baixam os batimentos cardíacos e a tensão arterial.


    Por tudo isto, os pacientes facilmente desenvolvem dependência química, essencialmente devido à sensação de “bem-estar” que estas drogas produzem.

    A suspensão do uso do opióide determina um violento e doloroso processo de abstinência que manifesta múltiplos sintomas:

    • Náuseas e vómitos;
    • Diarreia;
    • Cãibras;
    • Cólicas abdominais;
    • Lacrimejo;
    • Corrimento nasal;
    • Entre outros. Estes sintomas podem durar até 12 dias.

    Os referidos analgésicos narcóticos têm-se revelado o tratamento mais eficaz para combater a dor aguda e crónica intensa. Contudo, a sua eficácia clínica é comprometida pelo desenvolvimento da tolerância analgésica, hiperalgesia e alodinia.

    O desenvolvimento deste género de tolerância conduz à necessidade de aumentar as doses de substância administradas, tendo em vista a obtenção de um alívio equivalente da dor. Assim, desencadeia-se um complexo ciclo fisiopatológico que diminui significativamente a qualidade de vida do paciente, através de múltiplas manifestações:

    • Dór crónica associada à reduzida atividade física;
    • Depressão respiratória;
    • Obstipação;
    • Défice cognitivo;
    • Dependência de fármacos;
    • Situações psicossociais complicadas;
    • Outros efeitos secundários.

    Segundo o exposto, regista-se um interesse crescente em novas abordagens que possam curar a causa subjacente à dor, afastando os pacientes dos opiódes ou mantendo a eficácia dos opiáceos durante tratamentos repetitivos sem criar tolerância ou efeitos secundários inaceitáveis.

    O uso prolongado dos opiáceos resulta em tolerância causada por dois aspetos essenciais:

    1 – Modificações adaptativas na resposta celular, particularmente redução e desaparecimento da sensibilidade dos recetores opióides;

    2 – A estimulação dos recetores opióides ao longo do tempo exponencia a ativação de sistemas anti-opióides que reduzem os limiares de sensibilidade, consequentemente gerando hipersensibilidade ao estímulo tátil (Alodinia) e Hiperalgesia.

    Tratamentos com laser médico

    A utilização do laser médico inerente à Medicina Laser permite não só a eliminação ou redução da dor e da ansiedade que lhe está associada, mas também outros efeitos, de que são exemplo os seguintes:

    • Recuperação funcional do doente não só no plano físico como mental, com a consequente melhoria da qualidade de vida;
    • O resultado obtido através do laser médico permite não usar fármacos anti-inflmatórios não esteróides (AINES), bem como não recorrer a fármacos opióides, opiáceos ou corticosteróides.