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Medicina Anti-Aging

  • A Medicina Anti-aging actua preventivamente, ao invés de corrigir situações patológicas em curso

    Ao longo dos anos, muitas pessoas nos perguntaram o que é a Medicina Anti-Aging, ou Medicina Anti-Envelhecimento. Será cirurgia estética? Cirurgia plástica? Ou cosmética? Talvez seja Geriatria? Na verdade, a Medicina Anti-aging não é nada disto.

    Estas dúvidas são, todavia, naturais e previsíveis, na medida em que a Medicina Anti-Envelhecimento é uma ciência praticamente desconhecida em Portugal. Assim, procuraremos esclarecer o mais objectivamente possível esta área do conhecimento médico, explicitando as suas reais finalidades.
    Esta especialidade médica surgiu há cerca de 20 anos nos Estados Unidos, como um movimento que inicialmente reuniu 12 médicos. Esses clínicos idealizavam a saúde de uma forma totalmente nova até então. O seu pensamento baseava-se no pressuposto de que manter a saúde é o contrário de aguardar passivamente que surjam lesões ou patologias.

    Surgia desta forma um novo paradigma, que consiste em actuar preventiva e preditivamente na vida das pessoas, muito antes de as patologias se manifestarem. A ideia subjacente a esta nova abordagem implica actuar nas causas básicas do envelhecimento, ao invés de minimizar as suas consequências.
    Outro factor de grande peso que impulsionou o movimento foi de ordem económica. Actualmente existem, só nos Estados Unidos da América (EUA), mais de 100 milhões de pessoas que se submetem a algum tipo de tratamento ou de medicação para minimizar os efeitos e complicações das chamadas doenças da velhice, tidas como “inevitáveis”.

    Na primeira década de 2000, esta realidade gerava uma despesa média anual em saúde na ordem dos 780 mil milhões de dólares. Esta verba exorbitante destinava-se apenas a manter vivos esses 100 milhões de indivíduos, mas com má qualidade de vida (ou com qualidade de vida inexistente). O resultado da aplicação dessas verbas sobre estes pressupostos é bem conhecido – o sistema de saúde norte-americano está falido e em acentuada degradação.


    Anti-Aging, a medicina do século XXI

    Este cenário impulsionou uma forma revolucionária de fazer medicina, que alia os novos conhecimentos e terapias já disponíveis nas áreas da biotecnologia, da genética, do laser médico, da bio robótica, da nutrição, da actividade física  e da modulação hormonal.

    A proposta que oferecemos consiste em aproximar os parâmetros biológicos, metabólicos e hormonais dos indivíduos a partir dos 40 anos aos níveis encontrados em uma pessoa saudável de 22 anos. É nesta idade que o ser humano atinge o apogeu do seu desempenho e, como tal, começa a envelhecer.

    A Medicina Anti-aging não é capaz de parar o tempo, mas pode atrasar o relógio biológico, reduzindo substancialmente a aceleração do envelhecimento. Desta forma, minimiza a probabilidade de surgirem patologias, uma vez que repomos e recebemos todas as matérias-primas necessárias e indispensáveis ao equilíbrio humano. A Medicina Anti envelhecimento é, portanto, a medicina do futuro.

    O que conhecemos como doença é uma consequência da soma (e potenciação) de carências graduais, crónicas e cumulativas de matérias-primas básicas de que o corpo humano necessita para funcionar na perfeição, associada ao processo, igualmente crónico e cumulativo, de intoxicações várias.

    Com o tempo, esta forma de promover a saúde ganhou notoriedade mundial. Hoje, duas décadas mais tarde, marca presença em todos os países desenvolvidos e não só.

    Envolve dezenas de milhares de médicos, investigadores e cientistas de renome, alguns deles laureados com o Prémio Nobel da Medicina, como Elizabeth BBlackburn, Carol W. Greider, Jack W. Szostack, em 2009, com o trabalho “ Como os cromossomas são protegidos pelos telómeros e pela enzima telomerase”.

    Outra importante diferença reside no processo de qualificação e especialização. Devido à sua rápida ascenção e reconhecimento, a Medicina Anti-aging ganhou há poucos anos estatuto de Especialidade Médica. A formação médica específica nesta área ainda não existe em Portugal, pelo que o clínico interessado em praticar este género de medicina tem que tirar a especialidade fora do país.


    Referências bibliográficas:

    Brown, D. and Gordon, G. (2009) Detox with oral chelation: protecting yourself from lead, mercury, & other enviromental Toxins. Smart Publications. USA

    Hagberg, J.M., Seals, D.R., Yerg, J.E. et al. Metabolic responses to exercise in young and old athletes and sedentary men. J. Appl. Physiol. Vol. 65. P. 900-908

    Harman, D. (1965) Aging: a theory based on free radical and radiation chemistry. Journal of Gerontology, 11, 298-300

    Kendrick, Z.Y., Nelson-Steen, S., Scafidi, K. (1994) Exercise, aging and nutrition. South Med. J. Vol. 87. P. 50-60

    Wright, J.V., Lenard, L. (2000) Maximize your vitality and potency: for men over 40. P. 256