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Zinco

  • O zinco (Zn) é um metal, chamado de um "oligoelemento essencial", porque são necessárias quantidades muito pequenas de zinco à saúde humana. O corpo humano contém 2-3 g de zinco, a maior parte dos quais é ligado às proteínas. Este elemento vestigial essencial na alimentação, é principalmente um metal intracelular envolvido em numerosos processos metabólicos como catalisador, elemento estrutural ou ião regulador.

    Mais de 300 metaloenzimas requerem zinco para o seu catabolismo, 8% do genoma humano requer zinco para manter a integridade estrutural. Este oligoelemento também regula mais de mil genes através da resposta deste elemento metálico.

    Visto que o zinco é essencial como regulador de inúmeros aspectos da função e metabolismo celular, múltiplas funções corporais são afectadas pela deficiência de zinco, incluindo o desenvolvimento físico, a capacidade imunitária, a função reprodutiva, o desenvolvimento da função neural, cicatrização de feridas, coagulação sanguínea, para a função da tiróide e muito mais.

    Os sintomas da deficiência de zinco incluem:

    • Crescimento celular lento
    • Diminuídos níveis de insulina
    • Perda ou aumento exacerbado de apetite
    • Irritabilidade
    • Perda de cabelo generalizado
    • Pele áspera e seca
    • Cicatrização lenta
    • Diminuição do sentido do gosto e odor
    • Diarreia e náuseas

    Deficiência de zinco moderada está associada com doenças intestinais, o que interfere com a absorção de alimentos (síndrome de má absorção), alcoolismo, insuficiência renal crónica e outras doenças debilitantes crónicas.

    O zinco também pode ter efeitos contra invasão viríca. Parece diminuir os sintomas do rinovírus (constipação comum) e tem alguma atividade antiviral contra o vírus do herpes simplex.

    O zinco é muito utilizado para estimular o sistema imunológico, no tratamento de infecções recorrentes e zumbidos no ouvido e prevenção de infecções respiratórias do trato inferior. É também utilizado para tratamento da malária e outras doenças causadas por parasitas.

    Este oligoelemento é usado também para tratamento de doenças oculares, como a degeneração macular, cegueira nocturna, e para cataratas.

    Outras utilizações incluem o tratamento de transtorno de atenção e hiperatividade, traumatismos cranianos, doença de Crohn, doença de Alzheimer, síndrome de Down, doença de Hansen, colite ulcerativa, úlcera péptica e transtornos alimentares, como anorexia nervosa. Baixos níveis de zinco podem ser associados a anemia falciforme, SIDA, depressão e diabetes mellitus tipo 2.

    Alguns atletas utilizam suplementos de zinco para melhorar o desempenho atlético e força.
    O zinco também é aplicado sobre a pele para o tratamento de psoríase, acne, envelhecimento da pele, para acelerar a cicatrização de feridas.

    Citrato de zinco é utilizado em pasta dentífricas e soluções orais para prevenir a formação de placa dentária e gengivite.

    O zinco é também utilizado para, osteoporose, artrite reumatóide e cãibras musculares associadas com patologia hepática. É também utilizado para a doença de células falciformes e doenças hereditárias, tais como acrodermatite enteropática, talassemia e doença de Wilson.


    Zinco e a Saúde Sexual

    Os homens são especialmente dependentes de níveis adequados de zinco em seus corpos. Especialmente a próstata encontra-se prejudicada na presença de níveis de zinco insuficientes, de modo que as suas funções podem não ser adequadamente cumpridas. A produção da testosterona também é dependente de níveis significativos de zinco, tanto diretamente quanto indiretamente, através do estímulo à glândula tiróide. O mau funcionamento da próstata, bem como os reduzidos níveis de testosterona, conduzem a uma diminuição da libido e da fertilidade.

    A fertilidade é influenciada pelo zinco na medida em que esse oligoelemento favorece a mobilidade dos espermatozóides, cuja deficiência é maior causa da infertilidade masculina. Especialmente relevante para os homens é o papel do zinco na saúde dos cabelos, de modo que o zinco pode evitar a calvície que atinge muitos indivíduos.

    Alta ingestão de zinco está associada a menores níveis de hiperplasia prostática benigna (HBP), infertilidade masculina, disfunção eréctil e com menor mortalidade específica por cancro de próstata.
    Apesar de precisarem de menos zinco do que os homens, as mulheres também são muito dependentes do zinco. Para a produção dos óvulos é requerida a presença de zinco, de modo que esse componente assegura a fertilidade feminina, bem como bons níveis de líbido.

    As hormonas estrogénio e progesterona também têm o seu funcionamento beneficiado pela presença do zinco, de modo que a falta desse mineral prejudica a saúde feminina de modo intenso. O zinco é associado à densidade óssea, de modo que ajuda a evitar também a osteoporose que afeta muito as mulheres principalmente em época menopaúsica.

     Zinco e Diabetes

    O pâncreas atrai o zinco mais rápido do que qualquer outro órgão do organismo. Alterações nos níveis intracelulares de zinco livre ocorrem em resposta a estímulos externos como o aumento das concentrações de glicose. O zinco não só prolonga a duração de ação da insulina mas também facilita o armazenamento dela. Estudos sugerem que um correto metabolismo de Zn é um mecanismo relevante para o controlo de glicemia e que fornecem citoproteção contra dano por radicais livres e por stresse oxidativo nas células α- e β-, dano este pode originar diabetes tipo 2.

     Zinco – Imunidade e Envelhecimento

    A deficiência de Zn provoca declínio significativo nas respostas de imunidade inata e adaptativa e promovendo a inflamação sistémica e aumenta a susceptibilidade a infecções, o que tende a acelerar o processo de envelhecimento celular.

    Os idosos são uma população particularmente susceptível à deficiência de zinco. Estima-se que as pessoas com mais de 65 anos têm uma ingestão de zinco 50% abaixo do nível recomendado.

    É frequente os idosos terem uma inadequada mastigação de alimentos, má absorção intestinal, fatores psicossociais, como depressão, interacções farmacológicas, e consequentemente sofrem uma alteração de processos subcelulares do Zn.

    Existe um paralelismo significativo entre as alterações descritas na imunossenescência e a parâmetros associados à Zn, entre eles, uma redução da atividade do timo e suas hormonas, um desvio de células T auxiliares de tipo TH2, uma diminuição da resposta a vacinas, e uma deterioração da função da célula imune inata (fagócitos e as células NK).

    Hábitos que prejudicam a absorção de Zinco:

    • Consumo frequente de produtos feito com trigo refinado e outros alimentos ricos em fibras que contêm fitatos - limita a absorção intestinal
    • Inadequada mastigação de alimentos
    • Consumo de alimentos com ricos em Ferro
    • Inalação ou consumo de Cadmio no tabaco, frutos do mar, vísceras

      

     

    Referências bibliográficas:

    Cabrera, A. (2015) Review Article: Zinc, aging, and immunosenescence: an overview. Pathobiology of Aging & Age-related Diseases, 5: 25592

    Haase, H and Rink, L. (2009) Review: The immune system and the impact of zinc during aging. Immunity & Ageing, 6:9

    Epstein, M. et alli (2011) Dietary zinc and prostate cancer survival in a Swedish cohort. Am J Clin Nutr 2011;93: 586–93.

    King JC, Cousins RJ. (2014)Zinc. In: Shils ME, Shike M, Ross AC, Caballero B, Cousins RJ, editors. Modern nutrition in health and disease. 11th ed. Philadelphia: Lippincott, Williams, & Wilkins. p. 189–205.

    Wijesekara, N., Chimienti , F. & Wheeler, M. (2009) Zinc, a regulator of islet function and glucose homeostasis. Journal compilation, Diabetes, Obesity and Metabolism, 11 (Suppl. 4), 202–214

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